As confissхes de Margaret: Mъsica de alma

Hб aquelas bandas sonoras que nos arrepiam atй hб alma, como se costuma dizer. Pois eu digo mais, sгo essas as mъsicas de que й feita a nossa alma, aquela intemporal, que sofre e vive com as estaзхes junto ao peito, cujo cantar e choro й feito de maresias nostбlgicas e angъstiadas de dias nublados. Essa alma й feita de pesar, de sentir e de razing. De cheiro, de recordaзхes. A alma nesses momentos sorri, tal como um velho em fim de jornada de frente para a lareira a sorrir, de bigodes grisalhos e expressгo serena e apatetada, que apenas recorda a olhar as brasas. Hб mъsicas que a embalam e nos preenchem, porque a alma esta preenchida, a alma reconheceu a melodia, a melodia de que somos/fomos feitos.

De cores incandescentes, como de lava tambйm й feita a nossa alma. De laranja, de vulcхes que repentinamente acordam e explodem, gemem e gritam! A alma que sabe ser dуcil, alegre e jovial, dormente. Mas que tambйm desperta por vezes, tal gato a espreguiзar-se languidamente, dando aquele miado de desprezo e superioridade a quem o olha com espanto. A alma que sabe ser tudo.
Pois hб mъsicas assim.

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